Steven Bannon: quem é o homem por trás da campanha de Bolsonaro

“Diga-me com quem andas, e direi quem tu és”. Esse ditado popular não poderia ser mais verdadeiro nesta eleição. O candidato à presidência Jair Bolsonaro escolheu nada menos que Steve Bannon, o diretor executivo da campanha presidencial de Trump em 2016 para ser seu conselheiro nas eleições de 2018.

Eduardo Bolsonaro e o ex-estrategista de Trump, Steve Bannon

Eduardo Bolsonaro e o ex-estrategista de Trump, Steve Bannon. Eduardo Bolsonaro declarou que há muitas semelhanças entre o pai e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Antes de dirigir a campanha de Trump, Bannon foi banqueiro e também é conhecido por estar à frente do  Breitbart News, um site de notícias, opinião e comentários de extrema-direita, que ele mesmo definiu como uma mistura de “libertarianos, sionistas, membros conservadores da comunidade gay, opositores do casamento entre pessoas do mesmo sexo e por aí vai. E Segundo El País, durante a campanha de Trump, Bannon defendeu publicamente posturas contrárias aos muçulmanos, além de ser o estrategista por trás do veto migratório aprovado pelo presidente.

O site Breitbart News também comemorou o resultado do primeiro turno divulgando a matéria com o título: “Conservador Bolsonaro vence o primeiro round da corrida presidencial”:

A página do filósofo Rafael Azzi no Facebook explica que as técnicas usadas por Bolsonaro na campanha seguem a cartilha criada por Bannon para Trump, especialmente quando o canal de campanha é o Whatsapp. A estratégia de divulgação pelo app é perfeita, já que é praticamente impossível controlar a circulação de fake news dentro do app – lembrando que o TSE determinou esta semana a retirada de 35 notícias falsas contra Haddad.

Segundo reportagem da Revista Forum, quando Bannon esteve à frente do Breitbart News, ele contratou a Cambridge Analytica, empresa que conseguiu dados do Facebook de milhões de contas de perfis por todo mundo. Esses dados poderiam ser usados para entregar mensagens de “teorias conspiratórias” contra o governo aos indivíduos mais suscetíveis a essas mensagens.

Segundo o portal GGN, parte da tática de Bannon é justamente promover o “caos” das fake news e informações duvidosas. Esse tipo de informação inflamatória ajuda muito a incentivar a rebelião (como a não-aceitação do resultado das urnas).

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